terça-feira, 10 de abril de 2012

Militares que comemoraram golpe de 64 farão teste do bafômetro


Militar da reserva pleiteou vaga no time titular: “Já me sinto preparado para distribuir sarrafos nos comunistas bichas”, disse um deles. 
CLUBE MILITAR - O que era para ser uma simples comemoração ganhou ares de piquete subversivo. Acossados por maconheiros, vândalos e comunistas, dezoito militares da reserva desembarcaram da nave de Cocoon, no Centro do Rio de Janeiro, para celebrar o aniversário do golpe de 1964. "Vocês precisam saber a verdade: a revolução de 1964 livrou o país das ONGs, das passeatas gays, do hino nacional cantado pela Fafá de Belém e do Big Brother. Disso a imprensa não fala!", discursou o comandante Ernesto Garrastazu Bolsonaro, enquanto desembainhava um Ato Institucional. "Hoje a Susana Vieira faz o que quer sem censura prévia", vituperou, acomodando um militante do PSOL num pau-de-arara.
Com um megafone na mão, o blogueiro Ronaldinho Azeredo tentava promover a paz, a compreensão e o amor solidário entre os homens de boa vontade e bom saldo bancário: "‎Questões que haviam sido superadas, ou que estavam justamente adormecidas, são reavivadas com paixão cruenta", cantarolou ao som de mantras do Homem de Bem. Perguntado sobre a truculência dos torturadores, as arbitrariedades da censura e o destino ainda desconhecido de inúmeros desaparecidos políticos, Azeredo evocou um grão-mestre: "O AI-5 era só um papelzinho", e completou: "Quanto aos desaparecidos políticos, vocês já procuraram no Facebook, seus preguiçosos?"
Antes de regressarem à nave de Cocoon, todos os militares foram forçados a passar por uma blitz da Lei Seca. "Quem chamar o golpe de 'revolução' vai ter de soprar o bafômetro", explicou um policial comunista, maconheiro e subversivo.
 

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