quinta-feira, 31 de março de 2011

NÃO DEU NO "JORNAL NACIONAL" DE ONTEM E NÃO DARÁ NO DE AMANHÃ. É MUITA CORRUPÇÃO !

Exportações do País continuam em alta, mesmo com crises e dólar

Aumento no volume de vendas de produtos básicos e manufaturados e elevação dos preços em dólar mostram força do setor em 2011


O início do ano foi marcado por várias crises globais: revoltas nos países árabes, terremoto no Japão e o agravamento da crise fiscal em alguns países da Europa como Portugal e Irlanda. Mas a despeito desses problemas, o Brasil segue apresentando um bom desempenho no comércio exterior, sem maiores sobressaltos, como mostram os números da balança comercial do País. Mesmo com o dólar desvalorizado em relação ao real, e suas conseqüências para o setor produtivo, o superávit na balança comercial triplicou este ano quando comparado ao mesmo período em 2010.

Os produtos básicos seguem liderando nas vendas ao exterior, com crescimento de 59% no primeiro bimestre. Nesse segmento os destaques foram trigo em grão, minério de cobre, minério de ferro, milho em grão, café em grão, carne de frango, bovina e suína e farelo de soja. Mas também houve avanço significativo nas exportações de semimanufaturados, 31,18%, e de produtos manufaturados, com alta de 20% no mesmo período. Entre os produtos mais exportados nessa categoria estão suco de laranja, óleos combustíveis, polímeros plásticos, partes de motores para veículos, açúcar refinado, autopeças e automóveis. Esses números confirmam que nem só de commodities vive a pauta de exportações do Brasil.




Foto: AE


Linha de produção de veículos em São Bernardo do Campo: exportação de produtos manufaturados cresceu nos primeiros meses de 2011

Em 2011, o saldo positivo na balança comercial é de US$ 2,362 bilhões até a terceira semana de março, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). O resultado, referente a 53 dias úteis do ano, reflete exportações de US$ 42,857 bilhões e importações de US$ 40,495 bilhões. Em período equivalente do ano passado, a balança comercial registrava superávit de US$ 743 milhões, 217,9% inferior ao verificado no acumulado deste ano, resultado de US$ 33,720 bilhões em exportações e de US$ 32,977 bilhões em importações.


    Segundo a avaliação de alguns especialistas em comércio internacional, os números da balança comercial mostram o dinamismo da economia brasileira mesmo com o cenário adverso no exterior. Além disso, a pauta de exportações está crescendo não só em produtos básicos, que ainda representam a maior proporção, mas também em produtos semimanufaturados e manufaturados. O aumento em dólar dos preços de vários produtos exportados e o crescimento de quase 10% nos volumes embarcados para o exterior também contribuem para o bom momento vivido pelo País no âmbito do comércio externo.
“Com o dólar fraco houve aumento na importação de máquinas e equipamentos. Muitos empresários já estavam se preparando para um ciclo de crescimento e isso se reflete agora no desempenho das exportações de manufaturados”, diz o professor de economia internacional da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (Eaesp-FGV) Evaldo Alves.
“Além da reposição de máquinas antigas, existe também um investimento para ampliar a produção. Essa renovação de maquinário demonstra ganho de competitividade, com o setor industrial mais preparado para atender às exigências do mercado externo”, acrescenta Alves que prevê crescimento de 34% em março para as exportações, com volume financeiro próximo a US$ 20 bilhões no mês.
Nesta sexta-feira o Mdic apresentará os dados fechados do mês de março e o resultado consolidado da balança comercial no primeiro trimestre do ano.
Para José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), estatisticamente o desempenho tem sido positivo, mas é preciso enfrentar os problemas de infraestrutura que penalizam os exportadores e a elevada carga tributária que afeta a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. “A excessiva liquidez no mundo afeta a cotação do real e encarece a produção no Brasil. Isso beneficia nossos concorrentes diretos como a China e a Índia”, diz. “Esse cenário não tem uma solução rápida, mas se alguns desses problemas fossem atacados o desempenho das exportações poderia ser ainda melhor.”
De acordo com o professor Evaldo Alves, da Eaesp-FGV, esse cenário com moedas fortes como o dólar e o euro desvalorizadas deve perdurar por um bom tempo. Segundo ele, não há como reverter esse quadro no momento por questões que são alheias às vontades do Brasil. “A economia americana, por exemplo, enfrenta grandes dificuldades e não vai retomar o patamar anterior à crise financeira de 2008 tão cedo”, diz Alves.
No fim de 2010 o governo americano injetou US$ 600 bilhões na economia para enfraquecer o dólar e tornar os produtos americanos mais competitivos no mundo. Esta estratégia, na opinião dos especialistas em comércio exterior, deve prevalecer nos próximos meses.

2 comentários:

Tiago Azevedo de Aguiar disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tiago Azevedo de Aguiar disse...

Caro Saraiva. Eu gostaria de pedir a sua ajuda e contribuição na seguinte campanha: 3ª Blogagem Coletiva pela Abertura dos Arquivos Secretos da Ditadura Militar. Sei que já estás contribuindo, mas se eu puder ao menos divulgar aqui na caixa de comentários, já é um bom começo. Se puderes dar qualquer força a mais...

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Estamos agindo com conjunto, procurando alimentar a hashtag: #DesarquivandoBR Será difícil emplacar nos tt, mas o Bolsanaro merece uma homenagem em seus momentos de glória. O povo precisa saber de tudo sobre o que ele defende!

@NiDeOliveira71: Retomando a campanha pelo desarquivamento do Brasil | http://bit.ly/et8qzd #desarquivandoBR

@paduafernandes: Desarquivando o Brasil II: Investigando a OAB | http://bit.ly/gokhBa #desarquivandoBR

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@camilofabiano: “Necessidade de saber” | http://bit.ly/eEdxhC #desarquivandoBR

@t_aaguiar: "O homem de Ferro e de Flor" | http://t.co/QPefnnS #desarquivandoBR

Saudações Fraternas!